Ministros extraordinários da
comunhão testemunham “lições de vida e de amor por parte de quem está no
leito de uma cama ou no limite do sofrimento”. A Igreja celebra, esta
terça-feira, o Dia Mundial do Doente.
Os ministros extraordinários da comunhão são, em muitas paróquias, de
norte a sul do país, uma presença amiga junto dos doentes
impossibilitados de participar na Eucaristia Dominical.
Na
paróquia de Santa Maria Maior, em Chaves, Viriato Alves visita e leva a
comunhão, semanalmente, a 23 doentes. Um serviço que faz com gosto e que
diz contribui para a sua realização como cristão, “chamado e enviado
por Deus, a ser presença junto dos que mais sofrem”.
“A missão é
essa. O Senhor chama e nós devemos colocar ao serviço de Deus e dos
irmãos a nossa própria vida”, refere Viriato Alves, salientando que é no
serviço aos “mais debilitados - os doentes, como ministro
extraordinário da comunhão, que se “realiza como cristão”.
Viriato
Alves revela que em cada doente que visita encontra o “rosto de Jesus
sofredor”, a quem procura, com a sua presença, “suavizar as suas dores”.
“Nesta missão tenho recebido verdadeiras lições de vida, de amor, de
entrega, por parte de quem está no leito de uma cama e no limite do
sofrimento ”, refere à Renascença.
Em cada
visita que faz aos doentes, Viriato Alves distribui a comunhão, partilha
a Palavra de Deus, conversa, acolhe confidências e oferece uma palavra
amiga que sirva de “estímulo e ajude a superar as dores do dia-a-dia”.
Os
doentes que estão em casa ou em Lares de Terceira Idade, veem a visita
do ministro extraordinário da comunhão como “uma graça”, a oportunidade
de “receber a comunhão e viver em união com toda a Igreja”.
“Quem
me dera que viesse todos os dias”, refere Aníbal Paiva de 79 anos,
pois, “traz-me Jesus e palavras de muito conforto, que me ajudam na
minha caminhada diária e na aceitação dos limites e sofrimentos da
vida”.
É sempre com muita expectativa que também Isolete, de 90
anos, aguarda a visita que “traz consigo uma palavra amiga”, realçando,
no entanto, que “mais importante que tudo, é poder comungar”. “É o
melhor que há na vida: receber Jesus”, conclui D. Isolete.
Também
Lídia Lousada, de 87 anos, realça a importância da visita do ministro
extraordinário da comunhão. “Sempre que recebo Jesus, fico com muita
mais força”, refere.
O ministro extraordinário da comunhão é
nomeado pelo Bispo da diocese, que o designa para exercer o seu
ministério numa paróquia em estreita ligação com o Sacerdote. Quanto ao
exercício da sua função - referem as normas da Igreja - o ministro
extraordinário da comunhão deve ter sempre presente que o seu ministério
é um serviço integrado no ritmo da vida pastoral da comunidade que
serve.
A Igreja Católica vai assinalar, a 11 de Fevereiro, o 22º
Dia Mundial do Doente, este ano subordinado ao tema “Fé e Caridade: Nós
também devemos dar a nossa vida pelos irmãos”, proposto pelo Papa
Francisco.
Na mensagem aos doentes, o Papa Francisco recorda que
“o teste da verdadeira fé em Cristo está no dom de espalhar o amor ao
próximo, especialmente para com aqueles que sofrem, para com aqueles que
são marginalizados”.
RR 09-02-2014 12:44 por Olímpia Mairos